 |
| |
| |
Sobre
a Hemofilia 
| |
A Hemofilia
é uma doença hemorrágica,
hereditária (quase na totalidade
dos casos), incurável e não
transmissível e resulta da
deficiência dos fatores VIII
e IX de coagulação do
sangue. As hemorragias internas comprometem
músculos e articulações,
levando os pacientes em estado crônico,
a ter que se submeter a prótese
de articulação (comumente
a do joelho).

A freqüência da Hemofilia
na população é
de 1 (um) caso para cada 10 mil habitantes
do sexo masculino.

O Paraná conta com a terceira
maior população de Hemofílicos
do país. |

Entendendo a coagulação
do sangue
| |
Quando cortamos
alguma parte do nosso corpo e ele
começa a sangrar, proteínas
entram em ação para
estancar o sangramento. Esse processo
é chamado de coagulação.
Como os portadores de Hemofilia não
possuem essas proteínas eles
sangram mais do que o normal.

Existem vários fatores da coagulação
no sangue, que agem em uma seqüência
determinada.

No final dessa seqüência
é formado o coágulo
e o sangramento é interrompido.
Em uma pessoa com Hemofilia, um desses
fatores não funciona. Sendo
assim, o coágulo não
se forma e o sangramento continua.

A coagulação do sangue
é feita por mais de 14 fatores.

A síntese de alguns fatores
de coagulação ocorre
no fígado e é dependente
de vitamina K, cuja deficiência
pode provocar hemorragias. Quando
um ou mais desses fatores não
funcionam corretamente, o processo
de coagulação não
acontece. As dificuldades na coagulação
são devidas à ausência
hereditária de determinados
fatores sangüíneos, indispensáveis
à produção da
enzima tromboquinase, que é
fundamental ao processo de coagulação. |

Tipos de Hemofilia
| |
A Hemofilia é
classificada nos tipos A e B, mais
comumente e mais raramente no tipo
C. Pessoas com Hemofilia A são
deficientes de fator VIII. Já
as pessoas com Hemofilia B são
deficientes de fator IX.
Os sangramentos são iguais
nos dois tipos, porém a gravidade
dos sangramentos depende da quantidade
de fator presente no plasma (líquido
que representa 55% do volume total
do sangue).

Hemofilia A

É conhecida também como
hemofilia clássica e se caracteriza
pela ausência do fator VIII
da coagulação ou globulina
anti-hemofílica. 
Cerca de 85% dos hemofílicos
são portadores de Hemofilia
A.
Portadores de Hemofilia A precisam
aumentar os níveis sanguíneos
de fator VIII. Isso é proporcionado
por um processo chamado de “terapia
de reposição de fatores”.

Um possível método é
a injeção intravenosa
do fator VIII, processo esse conhecido
com “infusão”.

Algumas pessoas com o tipo mais leve
de Hemofilia A podem usar o DDAVP
(acetato de desmopressina) ou utilizar
um spray nasal, contendo DDAVP altamente
concentrado. 
O DDAVP causa a liberação
de fator VIII a partir dos locais
de armazenamento no organismo.

Hemofilia B

A Hemofilia B é uma deficiência
do fator IX (nove). É também
conhecida como Doença de Christmas.
Cerca de 15% dos hemofílicos
são portadores de Hemofilia
B.
Portadores de Hemofilia B precisam
aumentar os níveis sanguíneos
de fator IX. Isso é realizado
através de um procedimento
chamado de “terapia de reposição
de fatores”. 
Pessoas com esse tipo de hemofilia
devem fazer aplicações
intravenosas do fato IX, um processo
conhecido como “infusão”.

Hemofilia C

Este
tipo de Hemofilia é determinado
por gene autosômico dominante
não relacionado com o sexo
e caracteriza-se pela ausência
de um fator denominado PTA. |

Aspectos Clínicos
da Doença

| |
O sintoma crucial consiste
no aparecimento de hemorragias causadas
por traumatismos, cuja intensidade
não possui, geralmente, nenhuma
relação com a grave
perda de sangue.

Normalmente, a doença costuma
manifestar-se desde a infância,
mas, raramente, antes dos três
a seis meses de idade. A hemofilia
torna-se evidente em muitas crianças,
quando elas começam a caminhar
e a receber os primeiros golpes
com as quedas, ou quando aparecem
os primeiros dentes.

A localização das
hemorragias é cutaneomucosa,
muscular, nos tecidos moles, articular
e visceral.

As hemorragias não são
muito freqüentes na pele e
nas mucosas.

As equimoses, que são geralmente
extensas, costumam aparecer após
pequenos golpes ou atritos traumáticos.

As hemorragias no interior
de massas musculares dos tecidos
moles são muito mais freqüentes
e importantes.

A clínica e a gravidade dependem
da localização e do
grau da hemorragia. O sangue espalha-se
com grande facilidade pelos tecidos
musculares. Alguns hematomas grandes
podem abrigar uma grande quantidade
de sangue, com risco de anemia aguda.
|

Transmissão

| |
A hemofilia é
uma doença genética,
ou seja, é transmitida dos
pais para os filhos no momento em
que a criança é gerada.

O corpo humano se desenvolve a partir
de uma única célula.
Esta célula é formada
pela união do espermatozóide
do pai com o óvulo da mãe.

Cada um destes possui um núcleo
com 23 pares de cromossomos, que se
juntam e dão origem aos 23
pares de cromossomos que contem todas
as informações necessárias
para a formação de uma
pessoa, como tipo de cabelo, cor dos
olhos, etc. 
Cada cromossomo é formado por
um conjunto de genes. Se apenas um
desses genes apresentar alguma alteração,
também representará
uma alteração na criança
que está sendo gerada. |
Sangramentos
| |
Geralmente, os sangramentos
são internos, ou seja, dentro
do seu corpo, em locais que você
não pode ver, como nos músculos.
Podem também ser externo, na
pele provocado por algum machucado
aparecendo manchas roxas ou sangramento.
As mucosas (como nariz, gengiva, etc.)
também podem sangrar. 
Os sangramentos podem tanto surgir
após um trauma ou sem nenhuma
razão aparente. Os cortes na
pele levam um tempo maior para que
o sangramento pare. |

Tratamento

| |
O tratamento é
feito com a reposição
intravenal do fator deficiente.
Mas para que o tratamento seja completo,
o paciente deve fazer exames regularmente
e jamais utilizar medicamentos que
não sejam recomendados pelos
médicos. Alguns casos crônicos
de hemorragia, levam o paciente a
cirurgia para colocação
de prótese nas articiculações
(mais comumente no joelho). |

Doença de
Von Willebrand (DVW)

| |
A Doença de
von Willebrand (DvW) é um distúrbio
hereditário caracterizado por
uma lentidão anormal da coagulação
do sangue.
Ela é mais comum das desordens
hemorrágicas hereditárias,
causada por um defeito quantitativo
ou qualitativo do Fator von Willebrand.
Caracterizada principalmente por sangramentos
cutâneos-mucosos, os pacientes
com essa doença apresentam
hemorragias espontâneas e prolongadas
no nariz e na gengiva. 
A doença de von Willebrand
ocorre em aproximadamente 1 em cada
1000 pessoas
Para seu diagnóstico, são
relevantes dados de história
pessoal e familiar de sangramento,
além de análise laboratorial
completa. 
Pessoas com a doença de von
Willebrand precisam aumentar o nível
sanguíneo do fator de von Willebrand
e fator VIII. 
Algumas pessoas com a doença
de von Willebrand tipo 1, leve ou
moderado, podem ser tratadas com infusão
da substância química
DDAVP (acetato de desmopressina) na
forma de injeção intravenosa
ou spray nasal, contendo DDAVP altamente
concentrado. 
Esta é uma substância
que promove a liberação
de fator VIII e fator de von Willebrand
dos locais de armazenamento no organismo,
aumentando os níveis plasmáticos
destes fatores. 
Pacientes com os tipos 2 e 3 da doença
de von Willebrand podem necessitar
de reposição intravenosa
de fator de von Willebrand e fator
VIII. |
|
|
| |
CNPJ/MF: 76.103.985/0001-42 INSC. ESTADUAL:
Isenta. Entidade Filantrópica Particular,
sem fins lucrativos, reconhecida como
UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL, ESTADUAL
E MUNICIPAL. Filiada à FEDERAÇÃO
BRASILEIRA DE HEMOFILIA. 
|
|
|
 |
|
|
|
|